1a MAX- Minas Gerais Audiovisual Expo

Assessoria de imprensa nacional

maio e junho/2016

 

http://cultura.estadao.com.br/noticias/televisao,atual-temporada-de-dez-mandamentos-ja-supera-1a-em-ibope,1875179

http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/mercado/minas-gerais-lanca-pacote-para-virar-potencia-audiovisual-e-atrair-novelas-11539

http://entretenimento.uol.com.br/noticias/efe/2016/05/31/evento-em-belo-horizonte-busca-potencializar-mercado-audiovisual-no-pais.htm

http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2016/06/primeira-minas-gerais-audiovisual-expo-comeca-nesta-quarta-em-bh.html

http://www.filmeb.com.br/noticias/distribuicao-producao/mg-recebe-primeiro-grande-encontro-audiovisual

 

http://www.nordestenews.com.br/noticias/mercado-audiovisual-se-reune-em-bh-nesta-semana-para-fomentar-negocios-e-compartilhar-conhecimento/97878?ano=2016&mes=05

http://revistadecinema.uol.com.br/2016/04/minas-gerais-audiovisual-expo-max-abre-inscricoes-para-rodada-de-negocios/

http://www.culturaemercado.com.br/site/noticias/minas-gerais-audiovisual-expo-acontece-em-junho/

http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2016/04/29/abertas-inscricoes-para-a-minas-gerais-audiovisual-expo/

http://convergecom.com.br/telaviva/11/05/2016/minas-tem-congresso-de-audiovisual/

http://www.filmeb.com.br/noticias/nacional-producao/minas-investe-r-235-milhoes-no-audiovisual

https://almanakito.wordpress.com/2016/06/01/almanakito-01-de-junho-2016-rossellini-anna-magnani-e-ingrid-bergman-a-guerra-dos-vulcoes-as-sufragistas-maxexpo-mg-anuncia-r-235-milhoes-para-o-audiovisual-cineop-programacao/

http://www.correiodobrasil.com.br/governo-de-mg-lanca-programa-de-desenvolvimento-do-audiovisual-mineiro/

http://www.latamcinema.com/minas-gerais-potencia-su-industria-audiovisual-en-la-primera-edicion-de-max/

http://www.exibidor.com.br/noticias/mercado/5356-minas-gerais-audiovisual-expo-apresenta-nova-abordagem-do-governo-para-o-setor
http://www.exibidor.com.br/noticias/mercado/5357-1-max-aborda-engajamento-em-crowdfundig-e-poder-de-big-data-para-o-mercado
http://www.exibidor.com.br/noticias/mercado/5363-sebrae-mg-comenta-importancia-do-cinema-como-negocio
http://www.exibidor.com.br/noticias/mercado/5364-minas-gerais-audiovisual-expo-tem-mapeamento-do-mercado-e-film-commissions
http://www.exibidor.com.br/noticias/mercado/5365-cinema-infantil-e-realidade-virtual-novos-nichos-de-interesse-para-o-mercado
http://www.exibidor.com.br/noticias/mercado/5370-minas-gerais-audiovisual-expo-termina-com-incentivo-da-ancine-ao-audiovisual-mineiro
http://www.exibidor.com.br/noticias/mercado/5371-com-12-salas-circuito-spcine-recebeu-quase-25-mil-espectadores-em-dois-meses
http://www.exibidor.com.br/noticias/mercado/5372-evento-em-minas-gerais-recebe-lancamento-nacional-do-cine-virtual
http://www.exibidor.com.br/galerias/468-max-minas-gerais-audiovisual-expo

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17a Mostra Tiradentes + Mostra Tiradentes/SP – assessoria nacional +textos + conteúdo do site

 

http://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,ana-moravi-leva-poesia-e-sutileza-a-festival-de-tiradentes,1124895

http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2014/01/17-edicao-da-mostra-de-cinema-de-tiradentes-comeca-nesta-sexta-feira.html

http://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,diretor-se-apropria-de-godard-para-discutir-imagem-em-tiradentes,1125326

http://www.brasil.gov.br/cultura/2014/03/filmes-da-17a-mostra-tiradentes-serao-exibidos-em-sp

http://www.culturaemercado.com.br/site/agenda/mostra-de-tiradentes-leva-filmes-a-sao-paulo/

http://www.universoproducao.com.br/mostratiradentes/2014_pre/noticias.php

 

Quando a margem é um rio

Na verdade, são dois rios e duas histórias contadas em documentários brasileiros que têm em comum o conflito das pessoas com seus territórios: pessoas que sonham com outros lugares a troco de qualquer condição, e outras, forçadas a deixar o lugar de origem e reconstruir a vida em local desconhecido. Quais as implicações dessas circunstâncias nas vidas de cada um e o que os espaços constroem no imaginário é o que os filmes – Do Outro Lado do Rio, de Lucas Bambozzi, e Sumidouro, de Cris Azzi – perpassam. Ainda inéditas no circuito comercial, as obras puderam ser vistas em festivais de cinema e, em breve, terão cópias em DVD nas locadoras. Em Do Outro Lado do Rio, o cineasta Lucas Bambozzi documenta a fronteira da Guiana Francesa com o Brasil, no Amapá. O rio é a passagem para uma nova vida, com promessa de ouro, euros e Paris. São 300 quilômetros de fronteira pelo Rio Oiapoque que suscitam a aventura e a fantasia; a felicidade está lá, a despeito do perigo da ilegalidade ou da violência e do medo que permeiam as duas cidades – Oiapoque no lado brasileiro e Saint Georges de L’Oyapock, no lado francês. Nesse caso, a fronteira geográfica é artificial, pois os “dois países” são habitados por iguais, convivem com miséria, prostituição e insegurança. “Na fronteira ninguém é amigo”, avisa o personagem Grande, desertor do Exército Brasileiro para tentar a vida na Guiana Francesa. Ex-garimpeiro, Fininho diz que a principal riqueza que se pode ter nessa profissão é a memória. Mesmo deportado e preso em Belém, não se arrepende de ter chegado ilegalmente ao outro lado. Os que ficam e os que vão estão sempre em conflito com o lugar eleito e carregam o anterior de alguma maneira – um território só existe em razão do outro, ou do que se imagina desse outro. Seja pelo medo de não ser bem-sucedido na empreitada ou ter de permanecer no mesmo lugar, todos estão em movimento. “Tenho muitas fantasias, quem não tem?”, pergunta a prostituta Telma, que se joga na saga de viver entre garimpos fazendo programas entre a gente tão ilegal e deslocada como ela. Para os travestis, aquela cidade pobre e decadente é o começo de Paris. O único consolo em meio à violência, medo e desilusões é a certeza de que sempre é tempo de voltar para casa. Já em Sumidouro, de Cris Azzi, o rio também é um território comum, mas desta vez ele vai subir, virar represa e inundar 42 comunidades para construção de uma usina hidrelétrica. A despeito das diferentes opiniões sobre a mudança forçada de casa, aquele território será “carregado” pelas cerca de 5 mil pessoas atingidas onde quer que estejam. Não se pode dizer se o afeto ou apego ao lugar de origem, também precário e miserável, tenha se fortalecido em consequência de uma Imposição externa. Mas na nova moradia – um chapadão seco de casas idênticas e planejadas em contraposição ao vale à beira do rio onde moravam – a vida não começa do zero. A ponto de Jaime visitar, nos primeiros dias, em sua canoa, o antigo espaço já completamente inundado. Numa imensidão de água, ele elenca lugares imaginários para as casas, o pé de manga que tinha na porta da cozinha, a origem das coisas. Dessa maneira há de se pensar que Nova Peixe Cru – nome dado para a vila que vai abrigar os deslocados pela barragem – seja um nome apropriado, porque contém o anterior, Peixe Cru, a mistura territorial que vai permear para sempre a vida daquelas pessoas. “As pessoas podem achar que é difícil, mas onde você vive é a sua raiz”, diz a dona de casa Sandra, entre lágrimas, ao deixar o lar à margem do rio. O curioso, conta o cineasta Cris Azzi, é que os moradores deixaram a beira do rio para a beira da estrada, mais um lugar que leva e traz. Outro ponto que merece análise é a opção – como refugiados ambientais – de um reassentamento coletivo. Cada um poderia buscar sua indenização e partir para o canto escolhido, mas as comunidades decidiram ir juntas para o mesmo lugar, mantendo até a vizinhança de outrora. Do ponto de vista político, relata o documentarista, as comunidades precisaram se organizar, criar associações e se fortaleceram para o debate com a companhia energética. O processo começou em 2002, quando receberam a notícia da construção da usina, mas a mudança para a nova vila só ocorreu em 2006. “Gerou angústia porque levou muito tempo. Angústia de saber como ia ser a casa nova, de quando ia sair o dinheiro; quase uma suspensão da vida, porque a mudança não acontecia, a obra atrasava, tinha gente que queria se casar, mas não tinha casa para morar.” Com foco nos territórios em movimento e nos conflitos das pessoas com esses espaços, os dois filmes podem ser pensados também por suas diferenças. Enquanto Do Outro Lado do Rio exibe personagens em busca de satisfações individuais e desarraigados dos locais de origem, Sumidouro mostra a força coletiva que surge quando seu lugar é ameaçado. Mesmo com diferentes opiniões sobre o deslocamento forçado, há uma unidade, uma organização que brota da emergência.